Câncer de Mama: qual o papel de quem está perto?

Câncer de Mama: qual o papel de quem está perto?

Outubro é o mês da prevenção e conscientização contra o câncer de mama, doença que afeta cerca de 59 mil novas mulheres todos os anos no Brasil. Esse movimento mundial chamado de #OutubroRosa busca alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da doença como forma de aumentar as chances de cura.

 

Dessa forma, é importante dialogar com quem está perto dessas pessoas diagnosticadas com câncer de mama e pensar ações de cuidado que farão toda a diferença durante o tratamento. Listamos aqui alguns pontos que você enquanto companheiro, companheira, pai, mãe, irmão ou irmã, filho ou filha, amigo ou amiga – ou qualquer outra denominação que esteja presente na vida da paciente ou do paciente – pode refletir sobre e colocar em prática como forma de participar dessa luta.

Compreensão e paciência são essenciais

O apoio incondicional faz toda a diferença para lidar com as pessoas que estão sofrendo com a doença. Promova e valorize os momentos de convívio, eles trarão a sensação de cuidado que a pessoa precisa. Entenda as dificuldades e desafios do momento, perceba seus limites e forças e, assim, crie um ambiente onde a pessoa possa se sentir amada e compreendida, confortável para exprimir seus sentimentos e segura para vencer as etapas.

Ajude nas mudanças da rotina

É preciso que o dia a dia seja adaptado à nova realidade da pessoa com Câncer de Mama. Surgirão exames, tratamento, uma nova alimentação, novos horários e hábitos. Essas mudanças podem provocar um baque e causar uma dificuldade na adaptação. Esteja perto, auxiliando para que nessa transição a rotina, os gostos e a realidade antes do diagnóstico não se percam por completo, podendo acarretar em outros problemas que interferem de forma direta no tratamento e na saúde psicológica.

Grupos de apoio são muito importantes

Eles são essenciais pois permitem novas experiências e a troca de informações. Eles incentivam e auxiliam o paciente nas mudanças que estão acontecendo, através do contato com profissionais e pessoas que estão ou estiveram na mesma situação.

Pessoas com câncer de mama não querem falar apenas de câncer

Evite ficar apenas no assunto da doença. Muitas vezes, a pessoa quer falar apenas sobre seu filme favorito, algum evento que ela compareceu ou novidade que viu na Internet. Esse diálogo para além da doença é muito importante pois busca não reduzir a pessoa a uma condição, além de permitir que esse contato seja uma válvula de escape.

Ter empatia é sempre necessário

Saber escutar e entender quem está com câncer de mama é fundamental para que o vínculo possa ser benéfico. A pessoa precisa de alguém que a escute e queira entender sobre a sua condição. É muito importante que, se você convive de maneira direta e frequente com alguém que está com a doença, procure se informar sobre os cuidados necessários. Mas, para além disso, ouvir a própria pessoa deve ser o primeiro passo. Cada um é único nas suas necessidades, vontades, características e formas de lidar. 

Saiba dar espaço

Não estranhe se a pessoa com câncer de mama se afastar um pouco de você. Cada um escolhe passar pelo câncer de uma forma diferente. Às vezes, passar um tempo sozinha ou sozinho ajuda a pensar e colocar algumas coisas em ordem. Mas esteja sempre atento, percebendo sinais de isolamento que podem interferir no tratamento e na saúde psicológica.

Diga à pessoa o quanto ela é importante

E o quanto uma doença não define quem ela é. Ali existe uma pessoa com sentimentos, sonhos e expectativas sobre a vida. Dizer o quanto ela é importante para você ajuda a entender que, para além das dificuldades, a existência dela tem um papel especial no mundo.

O tratamento não é só sobre perder o cabelo

E, ainda assim, perder o cabelo é um ponto importante e delicado a se tratar. A pessoa que convive com a doença lida com diversas situações para além do diagnóstico e tratamento, como o medo do retorno do câncer, as perspectivas românticas, autoestima, dívidas e aceitação. Isso tudo influencia no bem-estar e na forma como a vida está sendo guiada. Essas questões são de extrema importância e devem ser consideradas como questões válidas na vida da pessoa.

O câncer de mama não é exclusivo nas mulheres

Homens também podem ter câncer de mama e o diagnóstico precoce é essencial para sua prevenção.

Como eu posso ser útil?

Se não sabe como ajudar a pessoa que tem câncer de mama, comece perguntando como ela está e em que você pode ajudar. A melhor forma de descobrir o que a pessoa precisa é perguntando. Assim, você evita situações desconfortáveis para ambos os lados. Mas não se esqueça: por ser um momento delicado, é muito importante criar um ambiente confortável para oferecer ajuda, sem que pareça uma obrigação ou má vontade. Ofereça ajuda sincera.

Ajude a cuidar da autoestima

Segundo pesquisadores neolandeses da Universidade de Canterbury, ter autoestima elevada gera não só sensações de bem-estar, mas também benefícios físicos para fortalecer o sistema imunológico. A autoestima elevada cria, então, um terreno propício para a saúde. Ao contrário disso, uma pessoa que vive sob estresse, isolada e é pouco compreendida, tem efeitos negativos em seu bem-estar. Por isso, ao apoiar, compreender e estar presente na vida de uma pessoa que tem câncer, ajude-a a fortalecer a sua autoestima e segurança que, consequentemente, irão ajudar em seu tratamento. Dessa forma, pensar positivo e ser um incentivador são, afinal, remédios essenciais para quem possui câncer ou qualquer outra doença. 

Qual o papel do companheiro e da companheira?

Sabendo que a pessoa passa por mudanças físicas que podem interferir na intimidade do casal é muito importante manter o diálogo, bem como a busca sobre informações com os profissionais que lidam com o câncer de mama. É fundamental que o companheiro ou companheira ajude na adaptação à nova imagem do corpo da pessoa e que ambos trabalhem para melhorar a sua intimidade, estabelecendo assim um elo de cumplicidade e confiança.

Cada corpo tem uma história. O cuidado com as mamas faz parte dela.

FONTE: Oncoguia, INCA.

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